IMAGEM, SOM, BAHIA "Caymmi dedicou belas canções, de corpo e alma, à sua velha Bahia. Cantou ruas, ladeira, comidas, a vida, enfim. Soube, mais do que ninguém, apreender e transmitir para que essa cultura permanecesse em nossa memória para sempre. São composições que tocam profundamente a alma brasileira", diz Emanoel Araújo, baiano de Santo Amaro da Purificação e diretor do Museu Afro Brasil.
A exposição A Imagem do Som de Dorival Caymmi traz pinturas, desenhos, fotografias e instalações que, por meio da interatividade, podem ser apreciadas com trilha sonora das músicas que inspiraram os artistas. Designers, fotógrafos, ilustradores, artistas plásticos, cenógrafos e carnavalescos interpretaram visualmente 80 composições do mestre baiano. "A força da beleza das composições de Caymmi contagiou os artistas, que apresentaram um resultado de surpreendente criatividade", diz o curador da mostra Felipe Taborda. Como aperitivo para uma degustação audiovisual maior que você pode fazer no Museu Afro Brasil, em São Paulo, até 6 de agosto, selecionamos os trabalhos de Cristina Portella, Cesar G. Villela, Demóstenes Vargas, Lan e Speto. As músicas que os inspiraram foram, respectivamente, Lá Vem a Baiana, Retirantes, Modinha para Tereza Batista, O Que É Que a Baiana Tem? e Maracangalha.
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LÁ VEM A BAIANA
Lá vem a baiana
De saia rendada
Sandália enfeitada
Vem me convidar para sambar
Mas eu não vou
CRISTINA PORTELLA - Colagem (95 x 75 cm) - 2005 |
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