
 |
Essas são algumas das mulheres especiais que aparecem na Raça Brasil deste mês |
A equipe da Raça Brasil pensou em preparar uma edição especial para comemorar o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, mas nem foi preciso. O avanço tem sido tão expressivo nos últimos tempos, que naturalmente elas marcam uma forte e bela presença não só nesta edição - mas em todas as áreas da sociedade. Comprove isso na reportagem intitulada Vitória, que mostra que as mulheres negras ultrapassaram os homens negros na conquista de diplomas universitários. Você certamente vai se dar conta da força dessa nova mulher em reportagens como a entrevista das Páginas pretas, intitulada Eu não sei cantar, com a escritora Conceição Evaristo, doutoranda em Literatura, que teve a ousadia de escrever num país onde a expectativa é de que as mulheres simplesmente cantem ou dancem.
Não deixem de ler também O bê-a-bá do MBA, uma reportagem que comprova que o segredo desse sucesso é estudar sempre para se manter num mercado de trabalho em constante mutação. Nessa matéria, você verá as lutas e as vitórias de mulheres comuns como Alessandra Gonçalves e Valquíria Lima, que dão a receita de como tomar as rédeas de sua vida profissional, sem se intimidar com um meio-ambiente predominantemente masculino e branco.
Essas são apenas algumas das milhares de histórias de herdeiras anônimas de mulheres como Elizeth Cardoso e Chiquinha Gonzaga - autora da primeira marchinha de carnaval, intitulada Ó, abre alas - justamente o que ela e milhões de mulheres afro-descendentes têm feito para conquistar seu merecido espaço na sociedade. Suas biografias estão em Damas da música, um material destinado a ajudar aos professores a resgatar em sala de aula um pouco da história e da cultura afro-brasileira. Ao final da leitura desta edição, imaginamos que nossos leitores do sexo masculino percebam tudo isso - pois esta edição é para eles também. E não precisam dizer nada. Basta bater palmas.
