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LÁZARO RAMOS
Vocês têm fantásticas reportagens, mas a do Lázaro Ramos foi demais. Parabéns! Gostaria de fazer uma sugestão: por que não fazer reportagens e entrevistas com negros nas ruas, para saber o que eles estão fazendo para melhorar suas vidas. Mesmo assim, acho eu que as reportagens que vocês fazem com negros bem-sucedidos e celebridades têm tudo a ver como incentivo de que precisamos.
Ivalmyr Cruz, São Paulo (SP)

QUEM É O LEITOR DA RAÇA?
Posso dizer que sou uma cliente fiel da revista, porém sempre achei um horror as roupas que vocês colocam. Sem falar nos preços: não tem uma peça que eu possa comprar, porque é tudo muito caro. Até parece que vivemos em um outro país, onde todos os negros trabalham e ganham muito bem. Em que mundo vocês vivem e para quem é a revista?
Renata Cirino, São Paulo (SP)

NOTA DA REDAÇÃO:
Os editoriais de moda e beleza não são sugestões de compra - nem na Raça nem em qualquer outra revista de boa qualidade do mundo. Esse tipo de material jornalístico tem como principal objetivo apresentar o que estará em alta na moda para uma determinada estação. Nosso critério para a produção dessas matérias é apresentar o que há de melhor no mercado apenas como uma referência. Confecções, estilistas e costureiras para todos os níveis socioeconômicos seguem as mesmas tendências e colocam nas grandes lojas ou barracas de camelôs produtos com o mesmo estilo, feitos de acordo com o poder aquisitivo de seus clientes. Além disso, muitos leitores de Raça podem, se quiserem, comprar as peças que aparecem nas páginas da revista. Pesquisa do instituto Ipsos Marplan aponta que 52% dos nossos leitores pertencem à classe B, ou seja, mais da metade do nosso público.

INCENTIVO
Não sou ativista nem militante de nenhum movimento negro, mas fico orgulhoso quando vejo um irmão ou irmã da raça negra conquistando destaque profissional. Aqueles que optaram pelo lado artístico obviamente possuem mais destaque, porém eles têm uma responsabilidade muito grande, já que acabam servindo como exemplo para os demais. Contrariando os ditos populares, piadas e comentários de que negro só se dá bem quando é sambista ou jogador de futebol, estamos nos destacando em todos os setores profissionais, inclusive no samba e no futebol. Na minha opinião, vocês, na posição de mídia, têm uma grande responsabilidade, porque precisam difundir incessantemente que o estudo e a cultura são os caminhos para a evolução, independentemente da profissão que se escolha. A cultura e a educação que conquistamos ninguém pode nos tirar, e os crescimentos pessoal e profissional dependem de cada um. Dessa forma, conquistaremos a dignidade.
Max Xavier, Itatiba (SP)


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