WILSON MÃOS DE TESOURA O estilista Wilson Ranieri faz sua décima apresentação no Amni Hot Spot, firma sua carreira e diz que não tem pressa de crescer
POR SONIA NASCIMENTO FOTOS: MANOEL MARQUES

O mundo da moda tem critérios implacáveis. É preciso ser alta, magra e bonita - o que, entre vários conceitos impenetráveis para o leigo no ramo, significa ser branca. Não é à toa, por isso, que cada negro nesse mercado seja uma vitória para todos. E se arrumar um espaço na passarela já é tão difícil, o que dizer, então, dos que estão nos bastidores como autores intelectuais desse glamour, que armados de suas tesouras ditam o que vai cobrir o corpo das modelos? Alguém que pode responder essa pergunta é Wilson Ranieri, que com apenas 27 anos já vende suas coleções para Austrália, Japão, México e Estados Unidos.
"Na moda, 10% é criação e 90% é dedicação, ou trabalho, trabalho e trabalho", dá a receita esse paulistano que se formou em desenho de moda pela Faculdade de Moda Santa Marcelina, em 2000. "Tem muita gente saindo da faculdade querendo ser estilista, mas que será absorvido por outros mercados, pois nenhuma grife vai precisar de tanto estilista, e nem todo mundo vai conseguir seu lugar ao sol", calcula. Wilson conseguiu. De 13 a 16 deste mês ele apresenta sua coleção de inverno em sua décima participação no Amni Hot Spot - um projeto criado com o objetivo de viabilizar o trabalho de jovens profissionais da moda.
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