SALVE,
JORGE
Fiquei muito feliz com a reportagem de capa com Seu Jorge, um verdadeiro
guerreiro negro. É de exemplos assim que precisamos para buscar novos
horizontes. A Raça me surpreende a cada edição. Por isso, estou
me tornando assinante.
Renata dos Santos Cruz, Campinas (SP)
SALVE, JORGE II
Que linda reportagem com o Seu Jorge que vocês fizeram. Ele é simplesmente
o melhor cantor, compositor e tudo o mais dos últimos tempos. Moro em
Belo Horizonte e ele esteve fazendo um lindo show aqui este mês. Acompanho
sua carreira desde o primeiro trabalho, Samba Esporte Fino. Parabéns,
Seu Jorge, e parabéns a vocês todos da Raça Brasil por ter se
lembrado de uma pessoa tão bonita.
Rita de Cássia B. Cezar, Belo Horizonte (MG)
SALVE, JORGE III
Acabei de ler a reportagem sobre Seu Jorge - maravilhosa por sinal. No
entanto, encontrei um erro. Marcelo Yuka, ex-O Rappa, está agora em uma
banda chamada F.u.r.t.o., e não O Surto, como está na entrevista. Aproveito
para elogiar a revista, que levanta a auto-estima dos negros.
Michelle Iglesias, São Vicente (SP)
SALVE A RAÇA
É a primeira vez que escrevo e estou muito feliz com esta revista que
mostra a cara e a cor verdadeira do brasileiro. São nove anos de conquistas
e a Raça Brasil vem mostrando que este país tem muito da cultura milenar
do negro. Sou morador de favela, tenho nível universitário e, como todos
os negros, já passei por situações constrangedoras - mas nada que me impedisse
de continuar lutando e mostrando principalmente para as crianças da minha
comunidade que ser negro é fazer parte de uma história linda, rica e ainda
pouco explorada. Parabéns pelo conteúdo excelente e por mostrar que nós
temos, sim, condições de ocupar um lugar de destaque na sociedade. Como
diz o meu cunhado, 'Salve a Raça'.
Jorge Nascimento, São Paulo (SP)
PARABÉNS
Gostaria de parabenizar todos vocês por esta grande revista que fala
sobre a nossa raça.
Eveline Aparecida Gonçalves, Juiz de Fora (MG)
NEM
RAÇA NEM BRASIL
Apenas um desabafo. Acho inaceitável que esta revista se chame Raça
Brasil. Primeiro: é errado tratar a etnia negra como raça, porque
ser negro não é uma raça e sim uma característica de uma etnia humana.
O homem é uma raça, seja ele negro, branco ou amarelo. Segundo: é errado
uma etnia se achar mais brasileira que as outras, já que a única etnia
que poderia se achar mais brasileira que as demais é a indígena ou seus
descendentes.
Vagner D'Angelo, São Paulo (SP)
CONTRA AS COTAS
Vocês não acham que criando revistas, canais de televisão e tudo o mais
para negros não estão contribuindo com o aumento do preconceito? Imaginem
se eu, descendente de europeu, fundasse a Associação Euro-Brasileira e
promovesse a cultura alemã. No mínimo eu seria chamado de nazista. Acredito
que a maior parte dos problemas está nas desigualdades sociais, e não
na cor. Outro ponto absurdo é o sistema de cotas. Eu pago minha própria
faculdade. Não estudo numa pública porque realmente seria muito difícil,
pois estudei a vida toda em colégios públicos. Por que alguém por ser
negro tem mais chance de entrar na faculdade? Qual a diferença entre mim
e ele? A cor? Isso não dá o direito de pontuar menos que eu numa prova
e entrar na faculdade. Acredito que apenas a igualdade socioeconômica
nos traria esse desejo de sermos iguais, visto que enquanto existirem
pessoas de classes tão diferentes haverá preconceitos.
Estevam Ischaber, Belo Horizonte (MG)
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