A SEDUÇÃO DO JAZZ Com sua costumeira discrição, o melodioso estilo musical conquista novos adeptos - principalmente os jovens - e ensaia uma nova fase de crescimento
*POR EDUARDO SILVA FOTOS: KRIZ KRAZ

Que o jazz é clássico e nunca sai de moda, todo mundo sabe. Talvez por
isso fique a impressão de que ele nunca perde adeptos - mas também não
ganha. Uma sutil movimentação no mundo musical, no entanto, sugere uma
mudança de costumes. O jazz vem amealhando novos seguidores - os jovens,
principalmente - das formas mais variadas. As apresentações ao vivo são
uma das que mais contribuem para transformar o gosto musical de pessoas
como a estudante de psicologia Mariana Gonçalves, de 22 anos. Ela ainda
reserva um tempinho para colocar um CD de pop rock em seu aparelho de
som, mas tem muito mais disposição para deixar sua casa na zona sul de
São Paulo em busca de novos endereços. "Para mim, o jazz traz outras referências,
diferentes das que influenciaram meus pais e até meus irmãos mais velhos",
reconhece, referindo- se ao jazz fusion como item integrante
de suas incursões noturnas.
Num ambiente elegante e discreto, os instrumentos brilham de acordo com
os acordes dissonantes, as cordas do baixo acústico não desafinam e o
piano acompanha o ritmo sempre em alta velocidade. Nesse clima de harmonia
musical, a noite se entregou ao jazz. "Os metais vibram e conquistam mais
adeptos e novos endereços, e a noite paulistana reina absoluta com o seu
leque de opções", comemora o analista de sistemas brasiliense radicado
em São Paulo Márcio Antunes de Oliveira, de 42 anos.
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AO CONTRÁRIO DE OUTROS ESTILOS, O JAZZ NÃO É UM MODISMO"
GISA LIMA, EMPRESÁRIA
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