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Música

Crítica rimada.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Foram três anos de ausência do mercado fonográfico, mas a espera valeu a pena. Pavilhão 9 mostra um trabalho maduro, com o mesmo tom crítico de sempre sem deixar de lado as influências do rock pesado dos últimos trabalhos. Público Alvo, o sexto CD da carreira do grupo liderado por Rhossy e Doze, ataca temas como a pobreza, os políticos corruptos e as bombas que explodem pelo mundo.

Raça Brasil - O novo álbum é mais internacional que os anteriores?
Rhossy - A música do Molotov dá asas a isso. Fazemos sucesso na Europa, em Portugal, no Japão, mas nunca fizemos um show fora. Agora, com esse novo álbum vemos essa possibilidade talvez com a gravadora Sonora. Quando lançamos Reação, fizemos uma coletiva para 39 países.

Raça - E o fato de terem escolhido o Molotov, vocês gostam de rock mexicano?
Rhossy
- O grupo sempre teve uma ligação com a América Latina, sempre ligamos o país à América Latina. Foi o Marinho quem mostrou o CD e disse que tinha a ver com o nosso som. Essa música também tem a ver com o momento político, fala de governantes e políticos. Uma coisa legal é que a liberação da música foi dada pelos próprios integrantes do Molotov.

Raça - E a música reflete o atual momento político?
Rhossy
- Sim. Mundo Louco fala desse momento político. Nós somos alvo desses acontecimentos.

Raça - E como surgiu a inspiração de produzir o álbum?
Rhossy
- Quando começamos a fazer o novo disco, aconteceu o 11 de Setembro.

Raça - Vocês são uns dos primeiros grupos a fazer uma ponte entre o rock e o rap, não?
Rhossy
- A gente sempre teve essa mistura de rap e hardcore. É um estilo que já se firmou e o fazemos há 8 anos, antes de Linkin Park e Jay Z. Nós fomos inspirados pelo Rage Against the Machine.

Raça - Como se deu o contato com o Billy do Bail Hazard?
Rhossy
- Em 97, ele estava no Brasil e viu o lançamento de Cadeia Racional. Foi um contato natural porque ele namora uma brasileira.

Raça - Ainda sobre as parcerias, como foi trabalhar com o Rodolfo?
Rhossy
- O Rodolfo é um cara legal, um cara bom. É uma pena que não está mais no cenário, mas fez muita coisa boa com o Raimundos e com o Rodox. Nós somos da mesma época, do Raimundos, do Planet Hemp, do Rappa.

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