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UM
FÓRUM SOCIAL GLOBAL NEGRO. |
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Um
público de cerca de 600 pessoas, a maioria estrangeira,
composto por pesquisadores de diferentes áreas de estudo
e países participaram da III Conferência Bienal da Associação
de Estudos da Diáspora Africana Mundial (Association for
the Study of the Worldwide African Diáspora - ASWAD).
O evento até ganhou o apelido de "fórum social global
negro" e ocorreu nos dias 5, 6, e 7 do mês passado no
Rio de Janeiro. O "fórum" foi, na verdade, a terceira
conferência da Aswad - instituição criada por estudiosos
afro-americanos há cinco anos e a única realizada fora
dos Estados Unidos. Houve apresentação de trabalhos científicos
e debates sobre política, economia, artes, educação, dança,
música, cinema, medicina, entre outros temas pertinentes
ao conceito de diáspora. "Diáspora significa o estudo
sobre a dispersão do povo africano especialmente marcado
pela escravidão e pós-escravidão", explica a historiadora
Wania Sant' Anna, uma das organizadoras. A conferência
teve o patrocínio dos ministérios das Relações Exteriores,
da Educação e da Petrobras e reuniu nomes como Zezé Motta,
o deputado Carlos Alberto Caó e o ex-senador Abdias Nascimento
- homenageado na abertura do evento - e o cineasta e acadêmico
Joel Zito Araújo, diretor de Filhas do Vento. Também estiveram
presentes ministros brasileiros e o cônsul dos Estados
Unidos Edmund Atkins. "A intelectualidade negra merece,
a partir de agora, uma atenção. Não estamos sozinhos,
estamos articulados internacionalmente. Somos capazes
não apenas de produzir conhecimento de ponta, mas de nos
organizar no plano internacional para oferecer aos intelectuais
de outros países as mesmas condições que nos oferecem
lá fora", disse Júlio Tavares. Para ele, eventos como
esse também têm como objetivo fortalecer a auto-estima
de estudantes de pós-graduação e dos próprios professores,
isolados nas suas instituições e universidades. "Aqui
eles percebem que não estão sozinhos. Serve também para
se repensar a distribuição das verbas para pesquisa nas
universidades", emenda Elisa Larkin Nascimento, doutora
em Psicologia e mulher de Abdias Nascimento.
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