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  Filhos da África
Acadêmicos ou empresários de sucesso, eles vieram de países como Nigéria, Angola, Guiné-Bissau e Camarões, fizeram do Brasil a própria terra e se deram, sim, muito bem na vida!

POR: EDIANEZ PARENTE
FOTOS: DARCIO TUTAK

1. Kenneth A. Ojongue e Adenkule Aderonmu
2. Orlando Cristiano da Silva e César Manuel Ferrange de Britto
3. Chibuzor T. Nwaike e Guilherme Costa

Responda rápido: o que lhe vem à cabeça quando pensa em um africano vitorioso e bem-sucedido no Brasil? Se a resposta é um atleta queniano ou etíope, que todo ano fica entre as primeiras posições na corrida de São Silvestre, está na hora de você rever os seus conceitos.

Muitos imigrantes que chegam aqui, vindos da África, não vão embora tão depressa, mas também ganham alguns troféus, tais como fixar residência em terras brasileiras, construir sólidas carreiras profissionais, empresariais e também acadêmicas. Além disso, estabelecem laços culturais, familiares e afetivos, que, em muitos casos, fazem até com que adotem para sempre a nacionalidade verde-amarela.

A USP (Universidade de São Paulo) tem um projeto pioneiro na área de energias renováveis, que emprega o óleo de dendê como combustível - além de renovável, ele não é poluente.

BOLSAS DE ESTUDOS ATRAÍRAM ESTUDANTES A PARTIR DOS ANOS 60

A partir dos anos 60, aumentou o fluxo de imigrantes africanos para o Brasil. Eles eram estudantes beneficiados por bolsas de estudos de seus países de origem ou financiadas por organismos internacionais. Nas décadas seguintes, o intercâmbio foi reforçado por meio de convênios culturais que estimularam a vinda de universitários em busca de especialização por aqui. Hoje, não há dados oficiais sobre o número de africanos no território brasileiro, entre legais e ilegais.

Mas comunidades ligadas à cultura africana têm as próprias estimativas: cerca de cinco mil nigerianos e 40 mil angolanos. Dados do IBGE de 1996 apontam que naquele ano havia por aqui 15 mil angolanos - o maior fluxo ocorrera nos anos 90 por conta da guerra civil que assolou aquele país. A título de comparação, no Censo do IBGE de 1990, eram apontados menos de cinco mil africanos no Brasil. O Ministério da Justiça, que cuida dos assuntos de imigração no país, considera a legislação brasileira de acolhida aos estrangeiros, uma das mais avançadas no mundo.


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