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  DE CORPO E ALMA
Consagrada no exterior, dona do próprio selo e de bem com a vida, a cantora Margareth Menezes, de disco novo, agora pensa em ser mãe

POR SILVANA REGINA INÁCIO
FOTOS GAL OPPIDO


Dona do inconfundível vozeirão, a cantora baiana Margareth Menezes, 42 anos, já está com 18 anos de carreira. Com o sétimo CD, Pra Você, lançado recentemente, Margareth foi descoberta e projetada no exterior no fim da década de 80 por David Byrne, abrindo mais de 50 shows do ex-Talking Heads (banda que David liderava) por Estados Unidos e Europa. Em 1989, ficou à frente por 11 semanas na parada world music da revista Billboard com o single Ellegibô.

Só em 2002 estourou nas rádios de todo o Brasil com a música Dandalunda, de Carlinhos Brown. Segura, madura, sensual e apaixonada pelo trabalho, Margareth Menezes é dona do próprio selo, tem dois blocos de carnaval e é também mentora do já tradicional e disputado Baile dos Mascarados. Apesar da agenda concorrida, a cantora conseguiu tempo para uma entrevista exclusiva a Raça Brasil. Falou de carreira, família, projetos e prova que santo de casa também faz milagre.

Raça - Foi preciso sua carreira deslanchar no exterior para você ser conhecida no Brasil?
Margareth - A primeira música que eu gravei, em 1987, Faraó, estourou nas rádios. Mas na época o samba-reggae já fazia parte dos blocos afros de Salvador e já se misturava com os instrumentos eletrônicos. Depois, gravei meu primeiro CD, Margareth Menezes, que tinha a música Ellegibô. David Byrne ouviu e me convidou para abrir sua turnê internacional. Foram mais de 50 shows ao redor do mundo. Meu CD foi lançado lá fora. E a música Ellegibô ficou durante 11 semanas na lista de sucessos da revista Billboard, na categoria world music.

Raça - Foi aí que as coisas mudaram?
Margareth
- Quando voltei ao Brasil participei três vezes do Fantástico, substituí o Gilberto Gil no Rock in Rio. Mas nenhum artista que tenha a oportunidade que tive deixaria passar a possibilidade de levar seu trabalho para onde quer que fosse. O artista tem que ir aonde o povo está. Ainda mais trabalhando com a MPB, que é super-respeitada fora do País. O Brasil não dá muito valor a sua própria cultura.

Raça - Apesar da inegável qualidade do seu trabalho, o reconhecimento da crítica só veio agora. O que você acha disso?
Margareth -
Cada artista tem um processo. Tom Jobim, por exemplo, a primeira vez que vendeu 100 mil cópias foi em 1987. Participei dessa festa. Caetano também só vendeu seu primeiro milhão de cópias quando gravou uma composição de Peninha [Sozinho].

"SEI O QUE QUERO NA MINHA VIDA PROFISSIONAL E COMO MULHER. MINHA INTENÇÃO AGORA É A MATERNIDADE"
MARGARETH MENEZES

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