Tecnologia brasileira na Costa do Marfim País africano tem alto índice de desemprego e infraestrutura arcaica, mas segundo o cônsul Tibe Bi Gole Blaise, essa história está mudando. E com o auxílio do Brasil!
por Sara Lee | foto Divulgação
Uma delegação brasileira esteve recentemente na Costa do Marfim e voltou com a carta de intenção do governo para dar andamento às negociações. “Eu sei o quanto o Brasil cresceu e não vejo modelo melhor no mundo do que o Brasil para qualquer país africano. Os outros não se adaptam a nossa realidade. O país tem a fórmula que serve pra nós”, define, com entusiasmo, Tibe Bi Gole Blaise. No pacote, o país africano vai importar maquinários para a modernização da agricultura (máquinas de grãos – arroz, feijão, soja – que fazem o plantio e a colheita). “É um projeto de estruturação e parcerias com empresas brasileiras com o objetivo de se espalhar por outros países africanos maquinários e pessoas qualificadas para ensinar os trabalhadores o uso de novos equipamentos e os mesmos passarem adiante tais conhecimentos”, disse o presidente da Costa do Marfim. Bom para eles, bom para o Brasil, cuja parceria vai gerar empregos para os brasileiros na Àfrica e melhorar ainda mais as exportações.
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| Cônsul Tibe Bi Gole Blaise e o conselheiro especial da República, Anatole Kossa |
SOBRE O CÔNSUL
Quando criança, Tibe Bi Gole Blaise caminhava até oito quilômetros para ir à escola. Mais tarde, veio para o Brasil, aprendeu o português e formou-se Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRR J). Com as referências culturais e sociais adquiridas por aqui, tornou-se, na universidade, presidente da associação dos estrangeiros e, como tal, não aceitava a ideia de que os estrangeiros não pudessem votar para reitores no Brasil. Protestou e, com diplomacia, após carta enviada ao ministro da Educação, em 1988, foi decretado que todos os estrangeiros de 56 universidades brasileiras poderiam votar. Tibe pegou gosto pela política e tornou-se especialista em administração e economia rural. Em Paranapanema, interior de São Paulo, foi secretário da agricultura, secretário do meio ambiente e vereador. Em 2003, foi nomeado Cônsul Honorário da República da Costa do Marfim em São Paulo e, em 2007, eleito presidente da Câmara de Indústria e Comércio Africa Brasil (Ciba).
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| Surpresa com a eficiência do maquinário brasileiro. |
"ESTUDEI E FIZ POLÍTICA NO BRASIL, OCUPEI CARGOS DE RESPONSABILIDADES, SEI QUE MODELO BRASILEIRO É BOM. POSSO DIZER ISSO SEM DÚVIDAS"
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