
FÃ DE WHITNEY
Sou fã da Whitney Houston e a capa da edição de dezembro foi o melhor presente que recebi. Depois de tantas tristezas, é muito bom vê-la linda desse jeito e saber que ela está bem. Sou apaixonada por essa guerreira! A Whitney sempre foi e será um exemplo para mim.
IVETE SANTOS, SALVADOR, BA
AMOR E PRECONCEITO
Sou negra, advogada e casada com um descendente de grego. Confesso que o fato de meu marido ser branco nunca havia me causado qualquer tipo de constrangimento pois desde cedo aprendi que existe apenas um tipo de raça, a humana. Como meu marido aspirava seguir carreira no Ministério Público, na magistratura ou como delegado de polícia, abri mão dos cursos que pretendia fazer. Resolvi adiar meus planos profissionais e apoiá-lo, não apenas moral mas também financeiramente. Depois de inúmeros concursos, ele foi aprovado no concurso público para delegado e designado para trabalhar numa pequena cidade de Rondônia. Acompanhei-o nessa mudança. Após tentar advogar e desenvolver outras atividades sem obter êxito, meu dinamismo e bom humor deram lugar a uma irritação. Foi então que me vi frente a frente com atitudes, olhares e perguntas que denotavam um alto índice de preconceito racial. Com o passar do tempo, pude observar que meu marido passou a cumprir compromissos sociais sem a minha companhia. Creio que ele também não ficava isento dos ataques racistas, embora discretos. Com o tempo, fui me isolando, não tinha o que fazer ou com quem conversar e, aos poucos, notava uma gradativa indiferença de meu marido que evoluiu para um certo desprezo. Foi muito difícil constatar que ele se deixou contaminar pelo vírus do racismo, mesmo porque, sempre o amei muito. Assim, voltei para São Paulo e retomei minhas atividades. Está sendo muito difícil e tento compreender que meu casamento acabou porque sou negra.
GERALDA R. DOS SANTOS KAKIONIS, POR E-MAIL
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