 |
| Não vejo a hora de ver o resultado do filme Antônia. Vamos enfiar rap na cabeça do povo |
Cadê o Helião?" "O Helião tá ocupadíssimo fazendo o disco dele que, tenho certeza, vai ser maravilhoso!" A pergunta foi feita para Negra Li, parceira e amiga do rapper, numa manhã de setembro, em São Paulo. Naquele dia, a reportagem de Raça Brasil esteve cara a cara com a musa do hip hop nacional para saber detalhes da carreira da artista, que saiu da Vila Brasilândia, periferia da zona norte da capital paulistana, e nos últimos meses é assunto em todos os lugares.
Afinal, não é pra menos. Além de tirar do forno Negra Livre, primeiro álbum solo de sua trajetória, ela está prestes a estrear como atriz no cinema e na televisão. Com jeito de quem acordou há pouco, mas ao mesmo tempo espantando o sono com alegria e disposição, Negra Li continua a revelar o paradeiro do brother. "Agora o Helião deve estar na laje da casa dele compondo alguma coisa.
Afinal, não é pra menos. Além de tirar do forno Negra Livre, primeiro álbum solo de sua trajetória, ela está prestes a estrear como atriz no cinema e na televisão. Com jeito de quem acordou há pouco, mas ao mesmo tempo espantando o sono com alegria e disposição, Negra Li continua a revelar o paradeiro do brother. "Agora o Helião deve estar na laje da casa dele compondo alguma coisa.
A gente já sabia que cada um iria seguir sua carreira", conta. "Sempre fui sua fã e o considero um dos melhores rappers do Brasil, ao lado do Mano Brown", dispara, indicando que a sintonia entre os dois está afinada e segue a todo vapor.
O entusiasmo com que Negra Li conta tais detalhes deixa claro que a atual fase é das melhores. Tanto do lado profissional quanto do pessoal. Afirmar que a sorte começou a sorrir para ela em 2000 não é exagero. Naquela época, Negra Li dividiu os microfones com Chorão e os rapazes do Charlie Brown Jr. na música Não é Sério, um dos hits de Nadando com os Tubarões. A partir desse encontro, ela passou a ter seu trabalho reconhecido e requisitado em diversos lugares: participou da festa dos 40 anos da Rede Globo, tocou ao vivo no programa Domingão do Faustão, emplacou uma música como tema de novela...
Hoje, aos 27 anos recém-completados, Negra Li se mostra madura para encarar o desafio de viver Preta, personagem de Antônia, título do terceiro longametragem de Tata Amaral com chegada prevista aos cinemas brasileiros em janeiro do próximo ano. "Meu personagem é Preta, uma negra da periferia que sonha em viver do rap. Interpretá-la foi tão bacana que a ficção, às vezes, até se confundia com a realidade.
Antônia teve pré-estréia mundial na 36a edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, e foi bem recebido por crítica e público. Em terras tupiniquins, porém, será possível conhecer Preta primeiramente pela televisão, por meio da série exibida pela Rede Globo (veja reportagem As Minas da Rima, nesta edição). "Não vejo a hora de ver o resultado. Vamos enfiar rap na cabeça do povo. Isso é muito importante pro movimento hip hop", diz.
PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>