
Aos 35 anos, casadíssima e superfeliz, é assim que a cantora paulista se autodefine. Formada em direito pela faculdade Mackenzie, Paula Lima soube desde criança que a música seria o caminho a seguir. "Desde pequena estive envolvida no movimento soul brasileiro e atenta ao funk tradicional. Me lembro de algumas imagens do rei Pelé, na televisão branco e preta e as músicas de Martinho da Vila, Glen Miller e El Cubanito na vitrola de casa que meu pai tocava nas festas de família. Eram maravilhosas. Estudei piano erudito dos 7 aos 17 anos, participei de festivais na escola e diz minha mãe que aos 3 anos eu acordava cantando no berço." Depois de passar por ritmos como o soul e o funk, ela assume, de vez, sua brasilidade em Sinceramente, seu novíssimo álbum, que traz composições inéditas de bambas como Zélia Duncan, Seu Jorge, Arlindo Cruz, Ana Carolina e Leci Brandão.
"Essa brasilidade é sinônimo de samba. Todo brasileiro ouve samba, o mundo inteiro conhece samba, eu nasci escutando samba. Claro que tenho minhas influências de funk, de soul e que nunca vou negar. Mas comecei a me questionar sobre o que quero passar para as pessoas e o que eu gostaria que elas sentissem. Esse encontro com a Indie Records é um dos mais felizes da minha vida. Me sinto realmente em casa, respeitada e muito bem amparada. Tive carta branca. E escolhi os produtores e todas as pessoas que trabalharam comigo. Agora existe uma afinidade que antes talvez não tenha rolado. A experiência de estar numa grande gravadora foi boa porque trabalhei com medalhões como Guto Graça Mello, Max Pierre o Manoel Poladian. Mas acho que me deixei levar por um certo deslumbramento. Em um certo período da minha vida percebi que não era isso que contava. Então, acabou nosso processo de trabalho e cada um foi para o seu lado", revela. Sinta a entrevista.
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