
Sinônimo de alegria, o circo é uma das mais antigas e completas manifestações populares e artísticas. Durante o espetáculo tem música, teatro, dança, cenografia e figurino. Na Grécia Antiga, cinco séculos antes de Cristo, já havia apresentações com animais amestrados e competições de homens com homens, animais com animais e homens com animais. Na Roma Imperial, os espectadores assistiam e apostavam em corridas de charretes que começavam de manhã e só terminavam à noite. O maior dos circos romanos chamou-se Maximus, feito de pedra e com capacidade para 150 mil pessoas.
O circo era composto por três partes: a arena ou pista, onde o espetáculo acontecia; a arquibancada, local em que platéia se divertia e as cavalariças, lugar reservado para carros e animais serem guardados. Na Idade Média, grupos de equilibristas, malabaristas e ilusionistas se apresentavam em feiras populares. Esses grupos, chamados de "Saltimbancos", viajavam pela Europa se apresentando nos vilarejos. Nessa época, na Itália, existiam os bobos da corte, artistas do riso que moravam nos castelos para animar as festas com suas brincadeiras, músicas e malabarismos. Suas roupas eram coloridas e recheadas com palhas de cereais, aumentando o efeito cômico. Surgiram o Arlequim, Pierrô e Colombina.
SENTA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA
O grupo canadense Cirque du Soleil revolucionou o conceito de circo ao descartar animais e palhaços, concentrando- se nos aspectos mais visuais e narrativos do universo circense. Suas produções são essencialmente conceituais, explorando uma idéia e contando uma história através de som e imagem.
O Cirque du Soleil nasceu no Canadá. Tudo começou em Baie-Saint-Paul, uma pequena cidade dos arredores de Quebec. Ali, no começo dos anos 80, esta banda de coloridos personagens chacoalhava a metrópole, balançava o coreto, dançando e se equilibrando em pernas de pau, respirando e soprando fogo e tocando músicas, divertindo seus passantes. Eles eram até então o Les Échassiers de Baie-Saint-Paul (the Baie-Saint-Paul Stiltwalkers), um grupo de teatro de rua fundado por Gilles Ste-Croix. Já naquele tempo, os conterrâneos da cidade viviam intrigados com os jovens artistas e suas performances que incluíam o músico Guy Laliberté, que acabou mais tarde sendo o fundador e, hoje, o presidente executivo do Cirque du Soleil.
Já em meados dos anos 80, eles começaram sua formação (exatamente em 1984) por uma trupe de artistas performáticos de rua conhecidos como "Le Club des Talons Hauts" (O clube do salto alto). Esse mesmo grupo foi o criador responsável do primeiro Festival de Performances de Rua em 1982, o "La Fête Foraine" de Baie-Saint-Paul, sua cidade de origem. Performances de rua sim, coloridas, irreverentes com malabaristas, palhaços, mímicos e engolidores de fogo realizando sua arte nos sinais de trânsito, entre uma pausa e outra e passando o chapéu no final.
A partir da criação desse festival, eles começaram a atrair muita atenção e foi então que passaram a compartilhar da mesma louca idéia de um sonho: criar um circo em Quebec e assim levar sua trupe para viajar, se apresentando em torno do mundo. E, no mesmo ano de 1984, a cidade de Quebec celebrava seu 450o aniversário de descobrimento. Com isso, as organizações do governo precisavam de um show que pudesse abraçar todas as festividades pensadas e propostas para serem realizadas na província. Com esse gancho, Guy Laliberté apresentou seu projeto com a proposta de um show chamado o Cirque du Soleil (Circo do Sol), e foi bem sucedido em convencer os organizadores e patrocinadores da festividade. Desde então, o Cirque du Soleil não parou mais.
NO BRASIL
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| Trapézio duplo |
O espetáculo escolhido para o público brasileiro é Saltimbanco, já visto por mais de 9 milhões de espectadores em 19 países, entre os quais Itália, China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Austrália. A estréia na capital paulista está marcada para o dia 3 de agosto. Saltimbanco é um hino à vida. Criado como um antídoto à violência e ao desespero tão prevalentes no século 20.
Esse show fantasmagórico apresenta uma nova visão da vida urbana, transbordante de otimismo e alegria. Saltimbanco é tudo menos linear. Longe disso.
Ele é um caleidoscópio, um turbilhão, uma aventura onde qualquer coisa pode acontecer. Saltimbanco tem sua própria linguagem, e seu espírito é transmitido por meio da voz, do movimento e da música.
Mundo afora, independentemente de Saltimbanco, cinco dos treze espetáculos atuais do Cirque du Soleil estão em turnê: Corteo, Varekai, Quidam excursionam pela América do Norte; Alegría e Dralion estão na Europa. Além disso, cinco shows estão permanentemente em cartaz: Mystère, «O», KÀ e Zumanity em Las Vegas; La Nouba, no Walt Disney World Resort, em Orlando; e Saltimbanco, a produção que desembarca no Brasil.
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