De
vez em quando o baixo-astral e a ansiedade insistem em tirar a sua paz?
Você tem a sensação de estar sempre fazendo tudo errado? Sua auto-estima
anda lá em baixo? Então, você faz parte do imenso rol de pessoas a quem
a yôga pode fazer bem. É o que garantem os especialistas dessa milenar
prática oriental que combina posturas corporais e exercícios respiratórios.
Originária da Índia há mais de cinco mil anos, é definida como a técnica
que ensina a administrar os turbilhões da mente. "Ela nos treina para
viver de maneira tranqüila e mais serena", observa Anderson Lima, professor
paulistano. Detalhe importante: qualquer pessoa, independentemente de
idade e sexo, pode tornar-se youguie (praticante dessa filosofia) - e
os exercícios podem ser feitos em casa, ou seja, não precisam de aparelhos.
Emanuelle Chagas (fotos) observa que os exercícios respiratórios
e as posturas corporais da linha Swásthya não só combatem o estresse como
propicia sensação de alegria, bem-estar, aumenta a confiança, o amor-próprio
e, conseqüentemente, trabalha a auto-estima. "A prática é perfeita para
quem busca qualidade de vida", explica ela.
"ESTA
É UMA TÉCNICA PERFEITA PARA QUEM BUSCA QUALIDADE DE VIDA. AUMENTA
O AMOR-PRÓPRIO"
EMANUELLE
CHAGAS, INSTRUTORA
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Calcula-se que atualmente mais de um milhão de brasileiros são adeptos
da Swásthya Yôga (ou simplesmente yôga com y e ô fechado), difundida pelo
mestre DeRose, um carioca que vive em São Paulo há mais de trinta anos.
Literalmente, yôga significa união, pois integra o corpo, a mente e as
emoções. O objetivo dessa combinação é induzir nosso corpo a um profundo
relaxamento, à concentração, à clareza de pensamento e à percepção interior,
mantendo a autoestima lá em cima.
"Yôga pode ser traduzida como um conjunto de posturas que conduz ao
Samádhi, isto é, ao estado de consciência expandida que proporciona autoconhecimento",
ressalta DeRose. Os seis movimentos inspirados no alongamento, na flexibilidade
e no fortalecimento muscular são indicados a crianças, jovens, adultos
e velhos. "Embora as posturas pareçam paradas, são dinâmicas e exigem
muito do corpo", observa DeRose. "Claro que a dose de esforço depende
da idade do praticante."
O
professor observa que, de todos os exercícios da Swásthya, são aqueles
que mais utilizam a respiração que proporcionam melhor satisfação - pois
aumentam a força e a energia física. O praticante ganha mais disposição,
diminui a ansiedade - e, conseqüentemente, "acorda" a auto-estima. "Pratico
yôga há oito meses e acho que não consigo mais viver sem ela", avisa o
modelo paulista Sandro Oliveira, de 24 anos. "Ganhei mais agilidade corporal,
reduzi o estresse e vivo com a auto-estima lá em cima. Me sinto preparado
para tudo na vida", conclui.
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