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  PEQUENOS GRANDES NEGÓCIO$
Franquias de baixo investimento é o negócio cada vez mais procurado pelos novos empreendedores

POR TENKA DARA

Nem só de cifras milionárias vive o universo das franquias. Pequenos empresários também têm espaço nesse conceito de negócios em que o dono da marca (o franqueador) cede o direito de uso para um parceiro (o franqueado). Portanto, se você está com planos de trabalhar por conta, anote: abrir uma franquia pode custar de 5.000 a 1 milhão de reais.

Seja qual for o valor e o ramo de atuação (alimentação, moda, escolas, cosméticos...), todo investimento em franquia inclui treinamento ao franqueado. Isso se traduz em: escolha do ponto, montagem das instalações, como lidar com clientes, contratação da equipe... enfim, a forma de representar a marca dentro do padrão de funcionamento estabelecido previamente pelo franqueador.

PAULO PEREIRA
Agnelo Cruz, consultor da franquia Limpidus, dá aconselhamentos aos novos empresários

Para o paulistano Agnelo J. Cruz, consultor de franqueados da Limpidus, empresa de limpeza com mais de 25 anos no mercado e uma listagem de mais de mil clientes (entre os quais, pequenos escritórios, empresas de médio porte e hospitais), o respaldo que o franqueador oferece aos parceiros é decisivo para o sucesso do negócio: "O franqueado tem menos preocupações administrativas e pode dar mais atenção aos clientes do que aos problemas da empresa". Segundo ele, isso acontece porque o novo empresário inicia a gestão com o suporte e a estrutura de uma corporação já aceita no mercado. "Essa rede o protege de muitos acidentes de percurso que podem ocorrer", avalia Cruz.

Os prós e os contras

O respaldo de uma marca já consolidada é, de acordo com Ricardo Toledo de Camargo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), item decisivo para a longevidade do novo empreendimento. "Os índices de mortandade de negócios no Brasil, divulgados no último ano, revelam que 55% dos negócios independentes fecharam nos dois primeiros anos de funcionamento, enquanto apenas 7% das franquias fecham nos primeiros quatro anos", ele avisa. Na opinião de Camargo, o peso de marcas reconhecidas oferece retorno financeiro em menos tempo e, conseqüentemente, aumenta as chances de sucesso da empresa.

Claro que o negócio perfeito não existe. Tudo na vida, inclusive as franquias, tem também o lado negativo. Por ser um sistema parcialmente fechado (em que o franqueador oferece desde o "desenho" da loja, produtos, uniforme dos funcionários e até o modelo do talão de nota fiscal), nem sempre o franqueado aplica as idéias no negócio, sejam elas perfeitas ou não. Nada pode ser alterado sem a autorização prévia do dono da marca. O que, resumindo, faz das franquias uma opção não muito indicada para quem gosta de ter liberdade de escolha e não abre mão da independência nas tomadas de decisões. Além de cumprir as exigências, cabe também ao franqueado pagar religiosamente no final do mês os royalties (licença pelo uso da marca) e as taxas de propagandas e publicidades.

A paulista Silvia Guerhrdt, 38 anos, adaptou-se completamente ao feitio do negócio. Depois de um período desempregada, juntou os 20.000 reais necessários para a abertura de um escritório da marca O Rei dos Catálogos, especializada em vendas porta a porta de cosméticos, bijuterias e lingerie... "Ganhei independência financeira e isso fez a minha vida melhorar 100%", avisa a nova empresária, que orgulhase de empregar três funcionários fixose oferecer trabalho informal para inúmeras revendedoras. Márcia Carvalheira, dona de O Rei dos Catálogos, também indica o sistema para quem tem empresas que podem ser "franqueadas". A empresária abriu o negócio em 1997 e, apesar da crise econômica que atingiu em cheio o País nos anos seguintes, não pode reclamar dos lucros. Os franqueados de Márcia espalham- se por São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. Eles são responsáveis pelas 1.500 revendedoras cadastradas para vender os produtos do catálogo.


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