Usar a cultura como instrumento de mudança social com o objetivo de tirar os jovens do caminho do narcotráfico e do subemprego. essa é a proposta do grupo cultural Afroreggae, organização não-governamental nascida em 1993 que hoje desenvolve projetos em cinco comunidades do Rio de Janeiro: Cantagalo, Complexo do Alemão, Parada de Lucas, Nova Era (Nova Iguaçu) e Vigário Geral. através da arte e da cultura, sempre com um acompanhamento social, o Gcar tem conseguido mudar a realidade de muita gente
12H -SAUDAÇÕES AFROREGGIANAS'
Pontualidade britânica. Ops... Pontualidade 'afroreggiana', já que responsabilidade é um dos lemas da organização. Assim, meio-dia em ponto (hora combinada) surge Anderson Sá, o vocalista da banda AfroReggae para recepcionar a equipe de RAÇA BRASIL na entrada da comunidade de Vigário Geral, subúrbio carioca. Mais exatamente, num posto de gasolina, onde ele determinou como ponto de encontro. É na companhia dele que atravessamos a passarela sobre a linha férrea, que leva ao interior da comunidade. Logo de cara, um prédio de quatro andares, pintado de preto, amarelo e vermelho se destaca no meio do terreno plano onde foram erguidas as casas. O visual é deslumbrante e os registros fotográficos já começam a ser feitos. Orgulhoso, Anderson faz pose de estrela para mostrar, mesmo ainda distante, o Centro Cultural Waly Salomão, que está em construção e será inaugurado em junho deste ano. Também do alto da passarela, pode-se ver um outdoor com o símbolo do AfroReggae e a frase: 'Onde os outros não veem saída, a gente vê arte'.
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12H30 - MÃOS À OBRA
No trajeto, Anderson conversa com as pessoas da comunidade e faz questão de contar que está mostrando aos leitores da revista o trabalho do AfroReggae ali em Vigário Geral. Na chegada ao Centro Cultural em obras, o vocalista pergunta: "Está bonito o prédio, não está? É um projeto do arquiteto Manoel Ribeiro e vamos funcionar 24 horas para que os jovens possam ter atividades à noite também. Assim, nosso objetivo de desviar jovens do caminho do narcotráfico e do subemprego se fortalece ainda mais", avalia Anderson, ao mesmo tempo que nos leva para percorrer os quatro andares do edifício.
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