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Dieta
  Emagrecer comendo é uma delícia!
ANSIEDADE, RAIVA, DOR, TRAUMA, DEPRESSÃO, REJEIÇÃO, ESTRESSE... SENTIMENTOS QUE POR SI SÓ JÁ SÃO MALÉFICOS A TODO SER HUMANO, TAMBÉM PODEM CORROER A ALMA E FAZER VOCÊ FUGIR DA BALANÇA SEGUINDO PARA UMA ÚNICA DIREÇÃO: COMIDA, COMIDA, MUITA COMIDA...

POR DRIKA MAX

AS MULHERES SE ACHAM MAIS GORDAS DO QUE OS HOMENS, revela pesquisa da Universidade de Glasgow (Escócia). O estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, mostra que as mulheres que trabalham na universidade têm três vezes mais probabilidade do que os homens de achar que estão acima do peso. “Elas têm mais chances de pensar que estão gordas para sua altura, mesmo quando têm o peso recomendado”, disse a Dra. Carol Emslie, uma das pesquisadoras.

O ideal de beleza feminina ainda está ligado a corpos muito magros. Na verdade muitas mulheres têm uma imagem distorcida de si mesmas e travam uma luta sem limites para alcançar o tão sonhado “modelo” de beleza que está estampado nos meios de comunicação. E se ela está triste então, tende a se achar cada vez mais cheinha, feia e distante desse “padrão” imaginário. Cada mulher é e deve se sentir bonita do jeito que ela é. Pelo menos é assim que deveria ser...

Sentimentos negativos como tristeza, fracasso, depressão, desilusão e a própria ansiedade podem resultar numa busca frenética da comida, do exagero. Nesse caso, comer não é mais um prazer, se torna uma fuga da realidade, uma recompensa daquilo que se perdeu.

Agora imagine comer de tudo, não ganhar 1 grama sequer e ainda por cima perder peso com saúde. É o que promete o psiquiatra e neurologista Dr. Sidney Chioro, do Instituto Psicobioterápico que funciona há 25 anos em São Paulo. Ele desenvolveu uma técnica francesa “revolucionária”, que faz as pessoas canalizarem corretamente suas emoções, reestruturando os sentimentos e desativando funções erradas no organismo, como comer demasiadamente, reter líquidos e prender o intestino. “No cérebro há dois núcleos, o límbico e o hipotalâmico que, no magro, funcionam separados. As pessoas que engordam, na sua quase totalidade, apresentam uma ligação funcional entre esses dois núcleos, que leva suas emoções até suas bocas, provocando o impulso pela comida. Assim elas passam a se alimentar, mesmo já estando satisfeitas.” Ele utiliza uma técnica científica totalmente fisiológica, que torna as pessoas mais saudáveis e felizes e, por conseqüência, livres da compulsão. E o que é melhor, permite que o paciente perca peso sem restrição alimentar, exercícios físicos ou uso de medicamentos. “Regimes milagrosos não existem porque emagrecer não é religião. Quem faz dieta e ginástica a vida toda e de uma hora para outra pára, recupera a gordura e acaba engordando de novo.”

Claúdia Cipriano, 39 anos, está em tratamento há 1 ano e 4 meses e afirma ter emagrecido 43 quilos sem nenhuma medicação ou ginástica. “Estou mais feliz agora. Encaro meus problemas com menos sofrimento. Antes devorava tudo que encontrava pela frente e a toda hora. Se estava nervosa, preocupada, estressada, comia sempre muito mais do que o necessário... Esse método mudou o jeito de como encaro os problemas e, por conseqüência, como encaro a comida.” Para Cláudia, aprender a se posicionar corretamente diante dos problemas que acontecem na vida, sem punição, cobranças, nem guardar rancor, mágoas ou sentimentos ruins, é o segredo para o equilíbrio e a qualidade de vida.

“A boa forma sentimental é o primeiro passo para que uma pessoa obtenha uma boa forma física. Quando a pessoa fica negativa, vai direto pra comida”
IEDA NERES DE SOUZA, professora universitária

“A boa forma sentimental é o primeiro passo para que uma pessoa obtenha uma boa forma física. A explicação pode ser encontrada no conceito da inteligência emocional que busca um equilíbrio pessoal como um todo”, garante a professora universitária Ieda Neris de Souza. Segundo ela, o desenvolvimento das emoções começa quando o indivíduo passa a prestar atenção nos seus estados emocionais internos: o positivo que nos faz feliz nos traz sentimentos bons, e os negativos que, além de nos trazer sentimentos como culpa, raiva, tristeza, também faz com que haja um desconto na comida. É aí que ela se torna uma válvula de escape. Mas quando tomamos consciência disso a coisa tende a mudar, pois ficamos mais vigilantes para evitar o estado interno negativo. “Quando a pessoa fica negativa vai direto pra comida, principalmente para os doces e alimentos ultracalóricos”, frisa a professora.

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