
“Eu, Luciano dos Santos Souza, sou um vencedor! Analisando as dificuldades do passado é impossível não comemorar hoje as minhas vitórias. Tudo isso porque eu acreditei, arregacei as mangas e corri atrás dos meus sonhos. Trabalhei como office boy, instalador de painéis, assistente administrativo, mas a minha paixão mesmo era a música. Foi quando descobri o hip hop, na década de 70. Sabendo do meu interesse, o meu pai, que também era um grande apreciador de vários ritmos musicais, me presenteou com um LP do cantor Michael Jackson. Foi, digamos, mais um incentivo para a realização do sonho que vivo, mas já naquela época eu vivia um pesadelo: o alcoolismo do meu pai. Isso me causou revolta, desilusão... Culpava a vida, resolvi sair de casa, fui morar de favor. Eu me sentia triste, abandonado e só via uma solução para retomar as minhas forças e seguir adiante: buscar o Senhor Jesus. Foi o que fiz: passei a freqüentar uma igreja cristã. Os anos se passaram e cada vez mais confiante, resolvi produzir um disco, acreditando que seria sucesso. Como todo mundo, claro, tive que ouvir pessoas pessimistas e algumas que acreditavam no meu potencial. Mas algo me dizia que eu estava no caminho certo, afinal, a minha idéia sempre foi trazer espiritualidade através de Jesus Cristo, espalhando o amor e a paz. O nome ‘Luo’ foi escolhido em busca de identidade própria. Embora seja mestiço, sei que sou mais africano do que qualquer outra coisa, então queria algo que me religasse com a África. Luo é o nome da segunda maior tribo do Quênia. Nos meus trabalhos costumo abordar o respeito às mulheres e a valorização da raça e da cultura afro e latino-americana. Sei que as letras das minhas músicas já incentivaram muita gente a abandonar as drogas, desistir do aborto, levar os estudos a sério... Acreditaram no meu ‘discurso’. Aquele garotinho sonhador, hoje é líder e fundador do grupo ‘Apocalipse 16’ e proprietário do 7 Taças, selo independente pelo qual lancei meu próprio CD solo duplo e os sete títulos do meu grupo. Se depender de fé, talento e força de vontade, com certeza o sucesso não vai parar por aí!”
“Minhas músicas já incentivaram muita gente a abandonar as drogas, desistir do aborto... Acreditaram no meu ‘discurso’”

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