O BEIJO É O TERMÔMETRO DO RELACIONAMENTO, UMA MANIFESTAÇÃO ONDE DUAS PESSOAS QUE SE GOSTAM PODEM EXPRESSAR O MAIS PROFUNDO AFETO. Quase sempre desastroso, mas com sabor de quero mais para muita gente, o primeiro beijo é inesquecível. “Assistia na TV e vivia treinando no meu braço. Imaginava que boca com boca tivesse um gostinho de morango. Aconteceu e vi que não era nada do que eu imaginava”, lembra Bruna Xavier, estudante paulista de 18 anos. Ao contrário de Bruna, o primeiro beijo da gaúcha Suzana Camargo, 21 anos, foi literalmente doce: “Até os 15 anos eu não tinha fi cado com nenhum garoto, mas não por falta de oportunidade, nem pretendentes; é que eu morria de medo! No dia em que eu estava certa de que aconteceria, enchi a boca de açúcar e beijei, foi delicioso”, recorda sorrindo, lambuzando os lábios, como se saboreasse aquele momento.
A empresária Nilza Albuquerque se diz uma beijoqueira de primeira e vai mais longe: “O beijo ideal é o que tem gosto de sexo”. Segundo ela, pelo primeiro beijo é capaz de adivinhar o que virá em seguida: “Se o homem beija bem, não falha: na cama ele também será ótimo. Afinal, o encontro dos lábios – e das línguas – é uma troca de intimidade equivalente à transa propriamente dita”. Felipe Cardoso, outro beijoqueiro de plantão, assina embaixo e diz: “Gosto de beijar e ser beijado com amor, mas não saberia descrever detalhes desse beijo. Só sei que deve ser bem prolongado, excitante...”
Algumas pessoas concordam que o beijo é o cartão de visitas, mas desde que venha cheio de carinhos e carícias. “O beijo inesquecível tem outros ‘complementos’: uma respiração excitante, uma mão-boba deslizando pelo corpo. Hummm... Fica muito mais gostoso”, sorri Camila Santiago, estudante gaúcha de 19 anos. “Através das carícias que rolam, fico sabendo se o cara é romântico, carinhoso, bom de cama... Existe algum mal nisso?”
Claro que não, Camila. No século passado, por exemplo, o poeta português Antonio Nobre perguntava: “Que mal pode fazer um beijo?”. Três séculos antes, William Shakespeare já tinha respondido britanicamente à pergunta: “Por dois beijos, dissipamos reinos e províncias”.
Mas o que vem a ser então, “beijar bem”? André Souza, 24 anos, artista plástico baiano, tenta explicar: “É encontrar a parceira que beije do jeito que eu gosto, ou seja, a boca que encaixe na minha”. A opinião do artista plástico faz sentido. Na verdade, o bom do beijo é encontrar no outro os estímulos certos para torná-lo mais delicioso. “Não há uma regra. Só sei dizer que quando há desejo e amor é muito melhor”, finaliza.
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| O bom mesmo é beijar, beijar e beijar... |
O beijo é uma fonte de prazer tão grande que chega até a inspirar poetas, escritores, cantores e compositores, e que muitas vezes não sai da boca do povo, como refrão de canções. Quem nunca cantarolou “Beija Eu”, de Marisa Monte? Ou “Beijinho Doce”, sucesso dos anos 60? “O sabor está, acima de tudo, na atitude do parceiro”, dispara a aspirante a atriz Consuelo Bernardes, que sabe descrever o beijo ideal, simulando cada movimento. “Abro a boca dele com a ponta da minha língua, vou invadindo aos poucos. Daí é só dar e receber prazer. Mas atenção: a respiração também é muito importante.”
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