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Cultura
| Elas comandam a festa |
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A historiadora Marise Glória Barbosa passou nove meses pesquisando as mulheres que tocam tambores e conduzem as festas do Divino Espírito Santo, no Maranhão. Desse trabalho, preparou Umas Mulheres que Dão no Couro - As Caixeiras do Divino no Maranhão. Na dupla livro e DVD, Marise conta como as caixeiras, que aprenderam o ritual com suas avós e bisavós, unem cultura popular e espiritualidade nas festas tradicionais do Nordeste para pagar promessas e agradecer as graças recebidas. Empório de Produção & Comunicação, 220 páginas, R$ 50 (livro e DVD) .
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Um Passeio pela África é o primeiro livro infanto-juvenil do diplomata e africanólogo Alberto da Costa e Silva. Inácio, Zezinha e Gustavo são três brasileirinhos que vão para África e começam sua viagem no deserto do Saara. Os pequenos conhecem países como Mali, Congo e Guiné Bissau e aprendem histórias e curiosidades sobre os costumes, arquitetura, vestimentas e língua de cada país. Sem cair no lugar-comum, Costa e Silva mostra um continente moderno e urbano e recupera a memória das populações escravizadas pelos portugueses. Para a criançada e adultos que gostam de boas histórias. Editora Nova Fronteira, 80 páginas, R$ 24,90.
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O psiquiatra Jairo Bouer já é velho conhecido da moçada. Desde que comandou o programa Erótica, na MTV, tira de letra o tema sexualidade e o aborda nas suas crônicas para revistas, jornais e sites. Dessa vez, a novidade são os audiolivros, publicados pela Editora Nossa Cultura. Nos títulos Garotos Perguntam e Garotas Perguntam, responde às dúvidas sobre masturbação, DSTs, camisinha, homossexualismo, aborto, entre outras, com leveza e informação de sobra. R$ 21, cada. |
As irmãs Marjan, Bahr e Layla fugiram do Irã, atravessaram o deserto e, em meio a revolução que levaria o Aiatolá Khomeini ao poder, em 1979, tentam reconstruir sua história em Ballinacroagh, uma cidadezinha charmosa na costa da Irlanda. Lá, elas comandam o Café Babilônia e preparam receitas temperadas com as doces lembranças da infância, os aromas da terra natal e os segredos das especiarias. É essa combinação secreta que dá o tom do romance Sopa de Romã, da iraniana Marsha Mehram e traduzido pela jornalista e quituteira Nina Horta. A perfumada sopa de lentilha rosa ou a inesquecível sopa de romã são capazes de mudar o humor, ajudar a enfrentar medos e até mudar a vida de toda cidade. Editora Jaboticaba, 256 páginas, R$ 39.
| Letras da periferia |
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| Ferréz: "A periferia tem de se apresentar" |
Quando Ferréz decidiu contar o que via (e vivia) na periferia, poucos o apoiaram. Mas, "mano" de fibra e morador do Capão Redondo, um dos redutos barra-pesada da zona sul de São Paulo, ele bancou o projeto. Aos 31 anos, é um dos nomes mais conhecidos da literatura chamada marginal. Já publicou quatro livros, participou de festivais literários dentro e fora do Brasil e no último mês comandou o lançamento de Ninguém É Inocente em São Paulo. Editora Objetiva, 93 páginas, R$ 24,90.
Raça Brasil - Qual é a proposta desse novo livro?
Ferréz - O Ninguém É Inocente em São Paulo é um coletânea de contos e crônicas, alguns inéditos e outros que já saíram na grande imprensa. É uma maneira que encontrei para mostrar as necessidades da comunidade, aquilo que vejo acontecer na periferia.
A literatura é uma boa arma para isso?
Claro! A literatura marginal, principalmente. Quando escrevo, sempre procuro deixar uma mensagem. Quero mostrar que essa violência que sofremos não é nossa, que não devemos aceitar as formas de preconceito que estão aí. E as pessoas se conscientizam. Recebo e-mails; encontro o porteiro que diz que leu o meu livro e que acredita e passa para frente aquela idéia.
E como a periferia está representada atualmente?
A periferia tem de se apresentar de alguma forma. Há uma atitude surgindo. A literatura, o rap, o hip hop estão mostrando isso. Está na hora da gente ter a nossa própria voz.
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